Especial: Pontos Turísticos de Araraquara

Reserva Florestal do DER (Ver localização no mapa)

Texto: Pedro Junqueira
Fotos: Acervo Pessoal – Celso Haddad
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Pouca gente sabe, mas Araraquara (SP) possui uma reserva florestal quase que no centro da cidade, dentro do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), com mais de 2.000 exemplares de árvores entre nativas e exóticas, espalhadas por uma área de quase três hectares.

A reserva foi idealizada pelo diretor regional do DER, Mário Boschiero e implantada pelo engenheiro assistente, Nelson de Oliveira Jr., com o apoio de seu encarregado, Djair Fusco.

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De acordo com Oliveira, a intenção do projeto era manter a interação do DER com a população. “Antigamente o DER fazia essa interação por meio do presépio e do zoológico que tínhamos aqui. Como perdemos essas duas atrações, resolvemos criar a reserva para o uso da comunidade”, revela.

A reserva, que foi transformada em Área de Preservação Permanente (APP) em 2006, conta com diferentes espécies arbóreas, que vão desde pau-brasil à peroba-rosa, algumas delas estão na lista de espécies ameaçadas de extinção da secretaria de meio ambiente. “Uma professora identificou um Angico com mais de 400 anos de idade, ou seja, mais velho que Araraquara”, destaca o responsável pelo local.

O local conta também com uma trilha asfaltada de 1.600 metros para caminhada, com lixeiras a cada 100 metros para fazer a coleta seletiva e placas de sinalização de trânsito a fim de auxiliar na educação das crianças que frequentam o local. “Temos também uma gruta, um lago, aparelhos de alongamento e bancos para garantir o conforto dos frequentadores”, afirma Oliveira.

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O engenheiro conta que o local é frequentado principalmente por alunos de creches públicas que organizam visitas ao local e moradores do Asilo São Francisco de Paula que fica localizado ao lado da reserva. “Abrimos um portão que dá acesso à reserva pelo asilo. Os moradores podem desenvolver atividades ao ar livre e receber suas visitas aqui na reserva.”, salienta Oliveira.

Oliveira também destaca que o SESC organiza algumas atividades no local e que o espaço também é utilizado por alunos de universidades da cidade para o desenvolvimento de pesquisas e identificação de espécies. “Em caráter de população a gente gostaria que o local fosse mais bem desfrutado. O local fica aberto de segunda à segunda, das 6h às 18 h e qualquer pessoa pode visitar, basta preencher uma ficha na portaria”, lembra o engenheiro.

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Segundo ele, as diferentes espécies de árvores tem atraído uma grande variedade de aves para o local, que vão desde periquitos à tucanos e podem ser observados ao longo do passeio pelo parque. “Temos um casal de tucanos que fez um ninho aqui, com sorte você pode cruzar com eles no caminho”, acrescenta Oliveira.

Para ele, o próximo passo é transforar a reserva em um parque estadual ou municipal, para facilitar sua manutenção e implementação, uma vez que o DER não possui verba específica para esse tipo de iniciativa. “Por ser uma reserva protegida legalmente ela exige uma série de cuidados e não temos recursos financeiros e de mão de obra para a mantermos corretamente. Ao transformar a reserva em um parque do governo, abre-se um leque para explorar todas as potencialidades do local”, conclui Oliveira.

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